O Brasil se encontra, mais uma vez, diante de uma escolha fundamental: qual modelo econômico deve guiar o seu futuro?
De um lado, persiste a visão de uma economia centralizada, em que se acredita que o crescimento deve ser induzido pelo Estado. Nesse modelo, o poder público assume o protagonismo, amplia sua presença, direciona investimentos e tenta coordenar os rumos da economia. A intenção pode até parecer nobre, mas a experiência mostra que o resultado costuma ser outro.
Quando o Estado tenta fazer tudo, invariavelmente gasta demais. O desequilíbrio fiscal se torna recorrente, o endividamento público cresce e, como consequência, os juros precisam permanecer elevados para financiar essa máquina. O país entra em um círculo vicioso: mais gastos, mais dívida, mais juros e menos crescimento. Não por acaso, economias que seguiram esse caminho enfrentaram dificuldades persistentes em sustentar expansão de longo prazo.
Do outro lado está o modelo pró-mercado e é aqui que, a meu ver, está o caminho mais consistente para o desenvolvimento brasileiro. Essa abordagem parte de uma premissa simples e poderosa: quem gera riqueza de forma sustentável é o setor privado. Cabe ao Estado, portanto, criar as condições para que essa engrenagem funcione bem, e não a substituir. Isso significa garantir o básico e essencial: regras claras, previsibilidade, segurança jurídica e responsabilidade fiscal. Significa ter um Estado menos inchado e mais eficiente, focado no que realmente importa, sem sufocar a atividade econômica com excesso de intervenção e gastos descontrolados.
Quando esse ambiente se estabelece, os efeitos são conhecidos. Com equilíbrio fiscal, o endividamento público deixa de ser um problema crescente e passa a ser controlado. Isso abre espaço para a queda das taxas de juros, que por sua vez estimula o crédito, o investimento e a geração de empregos.
Forma-se, assim, um ciclo virtuoso: crescimento com estabilidade, baseado na confiança e em decisões de longo prazo.
Defender um modelo pró-mercado não é defender a ausência do Estado. Pelo contrário: é defender um Estado mais qualificado, mais responsável e mais eficaz. Um Estado que não atrapalha, não distorce e não compete com quem deve produzir.
O grande desafio do Brasil não é escolher entre Estado ou mercado, mas definir qual deve ser o papel de cada um. E nessa escolha, é preciso ter clareza: países que prosperam são aqueles que criam condições para o setor privado investir, inovar e crescer com liberdade e segurança. Diante disso, a pergunta inicial continua válida, mas a resposta, ao menos para mim, é evidente.
Se queremos crescimento sustentável, juros mais baixos e mais oportunidades, o caminho passa, necessariamente, por um modelo econômico mais aberto, previsível e orientado ao mercado.
Imagem: IA/ChatGPT