Economia: o risco do tudo ou nada

Economia: o risco do tudo ou nada

Com a queda de popularidade do atual governo Federal, e em especial do presidente Lula, inclusive com pesquisas eleitorais apontando eventual derrota para seus opositores, o temor que se avizinha é de Lula tentar o tudo ou nada. O risco existe.

Explico melhor. Faltando menos de dois anos para o término de seu mandato, e querendo manter o projeto de poder, ou seja, o próprio presidente Lula concorrer à reeleição e vencer ou indicar alguém de seu partido (ou aliados) que possa chegar lá, o temor é que ocorram decisões populistas, elevando ainda mais os já elevados gastos públicos, tentando seduzir os eleitores menos avisados.

Seria o mesmo artificialismo adotado nos governos do PT de anos atrás, e até mesmo do atual mandato, em que o crescimento econômico se dá pelo aumento do crédito, de benefícios sociais, sem que haja recursos disponíveis para tanto.

Seria gerada uma sensação de bem-estar momentânea, cuja conta seria paga pelo próximo dirigente do país, que eventualmente pode ser o próprio Lula.

Vale lembrar que em 2011, último ano do segundo mandato de Lula à frente da presidência da República, ele deixou para sua sucessora, Dilma Rousseff, um quadro fiscal deteriorado. Naquele momento a inflação estava em alta, a carga tributária tinha subido, e os gastos públicos aumentados. Na época, apontava-se para herança “maldita” e “bomba relógio de efeito retardado”.

Dilma, em vez de dar uma guinada na economia, seguiu com o artificialismo econômico, o que levou o país a dois anos seguidos de recessão (foi gerada uma pandemia, sem ter pandemia). A conta chegou e foi aumentada, as pedadas fiscais passaram a ser realidade e o impeachment de Dilma foi inevitável. O resto da história todos conhecem.

Em economia não há espaço para aventuras. As leis econômicas já são consagradas e todos que possuem um mínimo de conhecimento na área sabe da relação causa e efeito.

Implementar o “liberou geral” agora, pode até trazer algum resultado no curto prazo, mas como colocado, um dia a conta chega.

O governo, e em espacial o presidente Lula, precisa ser permanentemente alertado pelos operadores de mercado, pela classe política e pelos agentes econômicos de uma forma que geral, que não se pode governar como se não houvesse amanhã. Há um amanhã e está loco ali.

Enfim, não há espaço para o tudo ou nada, ou daquela máxima: perdido por perdido, truco!

A sociedade tem se manter vigilante e não aceitar aventuras econômicas.

Continuo entendendo que teremos dois anos desafiadores e o pior, neste cenário, todos perdem, lamentavelmente.

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